O CÉREBRO NA APRENDIZAGEM INFANTIL!




Bom dia professor,

Como o cérebro funciona? Como aprendemos? Por que existem tantas crianças com problemas para aprender?

 A resposta a essas e outras questões pesquisadas pela Neurociência, disciplina que envolve o estudo da relação entre o cérebro e o comportamento, vem ajudando educadores em todo o mundo a entender como ocorre o processo de aprendizagem e procurar maneiras de torná-lo mais efetivo, além de contribuir para a melhor compreensão dos estados mentais.

As vezes não conseguimos entender o porquê o aluno não aprende, e ficamos de mãos atadas na maneira de intervir, pois muitas vezes muitos métodos já foram usados e sem sucesso.

Mas hoje vamos ver, como a neurociência nos auxilia e nos mostra que o cérebro pode ser a parte fundamental, e como podemos estimulá-lo para aprender!

Vem saber mais ;)

O CÉREBRO NA APRENDIZAGEM INFANTIL!

A emoção interfere no processo de retenção de informação. É preciso motivação para aprender. A atenção é fundamental na aprendizagem.

O cérebro se modifica em contato com o meio durante toda a vida. A formação da memória é mais efetiva quando a nova informação é associada a um conhecimento prévio. 

Para aprender são necessárias inúmeras conexões neurais. O cérebro funciona como uma orquestra, em que o trabalho de cada parte deve ser visto como um todo. Para isso, usamos diferentes áreas anatômicas que executam tarefas independentes, mas com objetivos comuns.

Mas se o cérebro possui uma estrutura tão complexa e preparada para aprender, por que muitas crianças apresentam dificuldade na escola? Os especialistas explicam que diversos fatores interferem no processo de aprendizagem, como o estímulo, a motivação e o ambiente no qual o aluno está inserido.

Mas se o cérebro possui uma estrutura tão complexa e preparada para aprender, por que muitas crianças apresentam dificuldade na escola?

Os especialistas explicam que diversos fatores interferem no processo de aprendizagem, como o estímulo, a motivação e o ambiente no qual o aluno está inserido.

Às vezes temos a competência, mas não temos a habilidade. Com a estimulação, o cérebro possibilita a ampliação das redes neurais, então podemos nos apropriar desse conhecimento.

Podemos compreender desta forma que o uso de estratégias adequadas em  um processo de ensino dinâmico e prazeroso provocará, consequentemente,  alterações na quantidade e qualidade destas conexões sinápticas, afetando assim o  funcionamento cerebral de forma positiva e permanente com resultados  extremamente satisfatórios. 


Estudos na área neurocientífica, centrados no manejo do aluno em sala de aula, vem nos esclarecer que a aprendizagem ocorre quando dois ou mais sistemas funcionam de forma inter-relacionada.


Assim, podemos entender, por exemplo, como é valioso aliar a música e os jogos em atividades escolares, pois há a possibilidade de se trabalhar simultaneamente mais de um sistema: o auditivo, o visual e até mesmo o sistema tátil.


Mas como desencadear isso em sala de aula? Como o professor pode ajudar nesse “fortalecimento neural”?

Todo ensino desafiador ministrado de forma lúdica tem esse efeito: aulas dinâmicas, divertidas, ricas em conteúdo visual e concreto, onde o aluno não é um mero observador, passivo e distante, mas sim, participante, questionador e ativo nessa construção do seu próprio saber.  


DISTÚRBIO x DIFICULDADE ESCOLAR

No momento em que o aprendizado falha, algo está fora de sintonia. A falha da aprendizagem, que leva inúmeras crianças ao fracasso escolar, está na falta de compreensão ou expressão em diferentes áreas como leitura, escrita, ortografia, aritmética e outras. 

Mas também pode estar na competência social, na coordenação do movimento ou mesmo na organização e na persistência do aprendizado.

O fato é que o não aprender pode acontecer de duas formas distintas: o distúrbio ou a dificuldade escolar. Ambos têm como característica o baixo rendimento escolar em atividades como leitura, escrita e raciocínio lógico-matemático, em conjunto ou separado. 

Mas existem diferenças importantes: o distúrbio escolar tem origem orgânica, neurológica, que pode ser resultante de disfunções em áreas responsáveis pela seleção, processamento e armazenamento das informações, além da codificação do estímulo. 

Os principais problemas são dislexia (falha no processamento da habilidade da leitura e da escrita), disgrafia (falha na escrita) e discalculia (dificuldade para lidar com conceitos e símbolos matemáticos).

A dificuldade escolar tem origem pedagógica e está relacionada a problemas no método e na estrutura de ensino, na adequação escolar e em aspectos emocionais, além de dificuldades socioeconômicas, culturais e no meio onde a criança vive. 

SAÚDE MENTAL NA ESCOLA

A prevalência das doenças mentais nas escolas varia de 10 a 15%. Doenças como depressão, ansiedade e Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), aliadas aos distúrbios escolares mais comuns, também levam à piora do desempenho escolar, aumento da evasão escolar, dificuldade de concentração e problemas de comportamento como a agressividade ou o isolamento.


No entanto, quando o problema é percebido rapidamente e tratado de forma efetiva, é possível evitar os prejuízos na aprendizagem.


Para isso, é fundamental que os educadores tenham conhecimento para identificar e encaminhar as crianças que precisam de auxílio.


COMO INTERVIR


Com o apoio das Neurociências, educadores e psicopedagogos conseguem diagnosticar e entender, de maneira mais clara, os problemas de aprendizagem, suas causas e possibilidades de intervenção.

Adquirir conhecimento deve ser um fator motivador, dinâmico e criativo. Deve-se ter sempre a consciência de que aprender é processar a informação, e isto se faz em conjunto, ou seja, cérebro, comportamento e ambiente.


Os educadores estão em situação privilegiada, pois observam os alunos por longo período, seja na convivência com os colegas ou por meio dos testes de desempenho. Por esta questão os professores precisam estar atentos às mudanças dos alunos em todos os aspectos e investigar o que está acontecendo. 


Muitas vezes o docente identifica que há algo errado, mas não sabe que problema é esse; por isso, é importante buscar informação, cursos e pedir ajuda.

Esta nova base de conhecimentos habilita o educador a ampliar ainda mais as suas atividades educacionais, abrindo uma nova estrada no campo do aprendizado e da transmissão do saber.

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Fonte: todospelaeducacao.org.br


ASPECTOS COMPORTAMENTAIS E SOCIAIS NO TEA


Olá pais e professores,

Nos últimos anos, tem havido um aumento significativo na pesquisa científica sobre o autismo em diversas áreas, visando à ampliação do conhecimento, tanto acerca da natureza do transtorno, como de possíveis estratégias de tratamento.

Sabemos que o comportamento diz muito sobre a personalidade ou condição de uma criança, e no TEA isso faz todo sentido, tanto para o diagnóstico quanto para seu tratamento.

Atualmente esses aspectos são mais visíveis, permitindo diagnósticos mais precoces e programas de intervenção cada vez mais específicos.

Como é o comportamento de uma criança com Autismo? E os aspectos sociais desta criança? Se você quer saber mais sobre este assunto, leia a matéria e saiba o quão importante é ficar atento a estes aspectos.

Boa leitura ;)




ASPECTOS COMPORTAMENTAIS E SOCIAIS NO TEA


Comportamento pode dizer muito sobre uma criança, especialmente a que tem autismo.
As crianças autistas compartilham muitas das mesmas características de comportamento, tornando-se possível atribuir-lhes o transtorno. 

Estes sinais comportamentais parecem em muitas áreas, tais como processamento sensorial, a comunicação, a socialização, as brincadeiras e em ambientes de aprendizagem. 

Compreender os sinais de comportamento em cada uma dessas áreas pode ajudar você a entender a síndrome e como ela afeta a criança.


Processamento sensorial


Um traço evidente de muitas pessoas do espectro do autismo é a dificuldade com o processamento sensorial. Quase todo mundo pode se relacionar a sentir fisicamente desconfortáveis ​​devido a estímulos sensoriais. Ruídos altos, luzes de distração e materiais de coceira pode ser muito incômodo para qualquer pessoa, mas que pode ser doloroso para uma criança com problema sensorial.


Alguns sinais de problemas sensoriais podem incluir:


Movimentos repetitivos

      · Agitar as mãos;

      · Avistamento (movendo-se com os olhos fixos em um objeto ou olhar as coisas      muito de perto);

      · Lamber objetos;

      · Balançar para frente e para trás;

      · Bater os objetos.



  Reações

· Reação aparentemente extrema a benigna entrada sensorial;
· A falta de resposta a estímulos sensoriais aparentemente significativa.


  Consciência Corporal

· Não responder adequadamente à dor;

· Sentar-se em etapas, movendo-se um de cada vez, em vez de pisar;

· Não passar de uma superfície para outra, como passar do concreto para grama

· Buscando informações sensoriais;

· Buraqueira em almofadas;

· Saltando;

· Subir nos móveis.

 Devido ao comportamento déficits de comunicação

A comunicação é um problema para as crianças no espectro e isso inclui mais do que ser um “falador tarde. ” Crianças no espectro não podem se envolver em comunicação natural que é aparente em crianças típicas.


Sinais a procurar em ambientes sociais

Cegueira social é um problema significativo para as pessoas do espectro do autismo. Enquanto as crianças com Asperger são capazes de usar a linguagem para a comunicação básica, elas têm dificuldade em processar os sinais sociais, tanto verbal e não-verbal.

Crianças no espectro poderão:

    · Fazer expressões faciais inadequadas

    · Não compreender humor;

    · Ter respostas inadequadas aos comentários de outras pessoas e ações;

    · Evitar contato com os olhos;

    · Não parecer notar os outros;

    · Evitar brincar com os colegas;

    · Obsessivamente falar sobre um único tópico de interesse;

    · Deixar de reconhecer estados emocionais de outras pessoas;

    · Não reconhecer sentimentos por trás de expressões faciais;

    · Ser honestas chocantemente.

A incapacidade de reconhecer os sinais sociais, linguagem corporal e as expressões faciais podem interferir significativamente na capacidade de uma pessoa para funcionar no campo social.


Como crianças autistas brincam


Quando têm liberdade para escolher, as crianças com autismo escolhem jogos e brincadeiras que envolvem os seus sentidos e evitam jogos que lhes pedem para representar, aponta um novo estudo.

· Brincar com partes de brinquedos, em vez do brinquedo inteiro;

· Alinhar objetos pelo chão;

· Ficarem agitadas quando os padrões são interrompidos;

· Não usar brinquedos como eles foram concebidos;

· Não se envolver em brincadeira (“alimentar” uma boneca, falando em um telefone de brinquedo).


Intervenção precoce


Após uma identificação precoce, a intervenção precoce no autismo é fundamental para que as manifestações primárias da patologia não se agravem, dificultando a intervenção numa fase posterior e para amenizar o prejuízo no desenvolvimento da criança.






ENTENDA A DISPRAXIA OU "SÍNDROME DO DESASTRADO"!




Olá Professor,

Você já ouviu falar em DISPRAXIA ou "Síndrome do Desastrado"? Esse Transtorno nada mais é que a falta de coordenação motora, verbal ou escrita!

Se você já conheceu algum aluno que tropeça em coisas, tem dificuldade em amarrar os sapatos, dificuldade na escrita e seu equilíbrio é comprometido, possivelmente ele tem o diagnóstico de Dispraxia.

E aí vem a pergunta: como identificar? Quais os sinais entre dispraxia ou uma simples capacidade motora tardia? Será que esse aluno que esta tendo dificuldades até nas brincadeiras com os amigos, não tem esse Dispraxia?

E o que fazer? Quais tratamentos e o papel do professor?
Saiba mais aqui nesta matéria, que compartilhamos com você!

Ótima leitura de férias ;)



ENTENDA A DISPRAXIA OU "SÍNDROME DO DESASTRADO"!

Popularmente conhecida como "síndrome do desastrado" a dispraxia é uma disfunção motora neurológica que impede o cérebro de desempenhar os movimentos corretamente.

 É também conhecida por outros nomes como: disfunção motora, distúrbio do desenvolvimento da coordenação motora ou como dificuldade de percepção. 

Trata-se de uma condição que normalmente se apresenta na infância e quando diagnosticada precisa da ajuda dos pais, familiares, professores e profissionais de saúde para que possa ser tratada de forma adequada. 

A criança "dispráxica" apresenta dificuldade e lentidão na execução de habilidades motoras que podem ser: 


Habilidades motoras grossas - Dificuldade de realizar movimentos que envolvem os grandes músculos do corpo ou grupos de músculos que permitem andar, pular, correr, pular em uma perna só, ou jogar um objeto. 


Habilidades motoras finas - Dificuldade na execução de tarefas que são realizadas pelos pequenos músculos do corpo, como os músculos das mãos, pés, cabeça ou do rosto (incluindo a língua e os lábios). São movimentos mais difíceis e delicados, como, escrever, desenhar, pintar, montar um quebra-cabeça, amarrar um sapato ou pentear os cabelos. 


A criança com dispraxia tem dificuldades também para organizar seus pensamento (planejar o que, e como fazer). 


As áreas que sofrem mais alterações são as do esquema corporal e a orientação têmpora espacial. Em alguns casos a linguagem não é afetada, a criança com dispraxia apresenta fracasso escolar, pois a escrita é a área mais comprometida, porém, estudos comprovam que a criança dispráxica pode aprender a digitar com rapidez, assim, com o uso do computador, o fracasso escolar pode ser superado, considerando que a parte cognitiva não é afetada.


Alguns tipos de dispraxia são: 


Dispraxia motora – Incluem dificuldades ao nível do esquema corporal e atraso na organização motora (vestir, comer, etc.). Pode, igualmente, estar associada à lentidão, imprecisão e dificuldades de planificação de movimentos simples: quando se chama vulgarmente uma criança de desajeitada ou atrapalhada; 


Dispraxia espacial - Caracterizada por uma desorganização do gesto, do esquema corporal e das relações com o espaço. Podem surgir, dificuldades de seriação e classificação, bem como de utilização de conceitos (ex: alto, baixo, etc.); 

Dispraxia postural - Dificuldades na postura, que se refletem num movimento realizado sem ritmo e com pouco controle; 


Dispraxia Verbal: perturbação do desenvolvimento da linguagem que se caracteriza por um déficit da fala: fonológico, fonético e na implementação do programa motor da fala. 
Diversos sinais permitem reconhecer uma dispraxia:


 - A má coordenação dos movimentos voluntários

- Falta de jeito

- Dificuldade na orientação espacial

 - Dificuldade em desenhar e escrever

 - Dificuldade em utilizar alguns objetos (tesouras, régua, compasso ...)

 - Dificuldades em montar quebra-cabeças e jogos de construção

 - Cansaço ao aprender novos gestos.

Estes sintomas resultam numa falta de autonomia da criança. Na verdade, é difícil para ela executar tarefas simples como vestir-se, amarrar os sapatos ou cortar a carne. Ela também pode afastar-se de seus colegas por sua incapacidade em participar de certas brincadeiras. Não participar de certas atividades pode causar frustração na criança, é necessário aplicar técnicas para melhorar a auto-estima e ensiná-las a gerenciar.

Dispraxia: Diagnóstico e tratamento

Dispraxia geralmente é detectada na pré-escola e o diagnóstico feito dentro do campo neurológico e motor.
Quando identificado cedo, o problema é possível minimizar os sintomas.
Um psiquiatra pode prescrever medicamentos antidepressivos ou ansiolíticos e neurologista ou pediatra pode solicitar exames de TC ou outros.
Tratamentos para dispraxia visam melhorar as limitações da criança, a fim de integrá-las em atividades de grupo. Esta tarefa requer a ajuda de pais, professores, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, pediatras, etc.

Possíveis Complicações

Dispraxia, por vezes, pode ser conjugada com dislexia (distúrbio de aprendizagem) ou dislalia (problema de fala).
O problema é agravado quando os pais, familiares e professores privar as crianças de estímulos que poderiam ajudá-las a melhorar. É por isso que essas pessoas devem adquirir as habilidades necessárias para compreender e ajudar a criança, incentivá-la e ensinar habilidades.

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AUTISMO E A INCLUSÃO ESCOLAR!






Olá Professor,

Dentro de todas as dificuldades e desafios no cotidiano, uma das que mais destaca-se é a Inclusão Escolar no Autismo.

Um assunto polêmico porém que precisa ser debatido! 
Quais são os direitos do Autista? Qual o papel do professor, da equipe multidisciplinar? E da família?

Saiba mais sobre todas estas perguntas nesta matéria que preparamos para você!
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AUTISMO E A INCLUSÃO ESCOLAR

O ingresso de uma criança autista em escola regular é um direito garantido por lei, como aponta o capítulo V da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), que trata sobre a Educação Especial.

A inclusão começa com a chegada desse aluno à escola, mas é preciso também garantir sua permanência e aprendizagem.

A busca da jornalista Janine Saponara por uma escola ao seu filho, André, 16, não foi das mais fáceis. Tudo esbarrava na questão da aceitação do garoto autista que, até os 11 anos de idade, estudou em uma escola privada tradicional de São Paulo. “Já vinha sendo notificada do seu comportamento diferente nas atividades e depois que tive certeza do diagnóstico do Autismo, ouvi da instituição que eles não estavam prontos para incluí-lo”, relembra a mãe.

As instituições não podem negar a matrícula desses alunos nem exigir qualquer tipo de laudo médico. Mas será que a Instituição não está receosa quanto a sua capacidade em incluir este aluno?

É PRECISO CAPACITAR-SE

A equipe profissional tem um papel de grande relevância na vida de uma pessoa que apresente alguma síndrome, sobretudo que esteja relacionada ao TEA. Os educadores, por exemplo, podem estabelecer parâmetros que sejam utilizados para aproximar o aluno autista dos demais. Esta talvez seja a ponte que precisava ser erguida na educação: a convergência entre estudantes regulares e especiais.

É essencial a consistência do trabalho em equipe com o objetivo de promover o desenvolvimento e bem-estar da criança. Para isso, é preciso saber como estabelecer uma relação de trabalho frutífera e dinâmica, entre os familiares, os profissionais da escola e os profissionais da equipe multidisciplinar. A aprendizagem cooperativa entre a criança com autismo e os colegas também é uma questão que a equipe deve estar preparada.

A inclusão dos temas de interesse dos estudantes no planejamento das aulas, atividades práticas, o uso de apoios visuais, música, gestos e objetos facilitam o aprendizado. Além disso, a equipe pedagógica deve estar apta a ideias sobre como nutrir a autoestima e autoconfiança da criança, essenciais para que o estudante se mantenha concentrado no processo de aprendizagem.

Para trazer acessibilidade ao ensino-aprendizagem, a maioria das crianças com autismo se beneficia, pelo menos nos primeiros anos da educação inclusiva, de materiais pedagógicos que acolham seus interesses, suas necessidades motoras e sensoriais, suas habilidades de atenção. A forma como uma informação é oferecida e a forma como se pede que a criança execute uma tarefa específica podem ser essenciais para um resultado positivo.

Se o grau de complexidade de uma tarefa é alto demais para a criança, a aprendizagem não é acessível e o sentido de auto competência da criança é prejudicado. Entretanto, se o grau de complexidade da tarefa é baixo demais, a criança pode ficar entediada e não querer participar das atividades. Respeitar o desenvolvimento único de cada criança é uma das missões da escola inclusiva.

Por estas questões o professor e a equipe multidisciplinar precisam estar altamente capacitados, para que o desenvolvimento do aluno Autista não seja comprometido com a Inclusão Escolar.



ENTENDENDO O TRANSTORNO OPOSITIVO DESAFIADOR- TOD







Olá Professor,

Você já se deparou com uma criança desafiadora? Que não admite suas falhas, é opositiva em todas as regras, e que briga por qualquer motivo?

Ou ainda que é difícil convence-la de qualquer situação? Mesmo que ela entenda que a melhor opção é a que você está propondo? Então você se deparou com uma criança assim, provavelmente ela tem TRANSTORNO OPOSITIVO DESAFIADOR, mais conhecido como TOD!

Este TRANSTORNO é assim chamado pois a criança que o apresentam tendem a causar perturbação para aqueles ao seu redor, criando conflitos com quem tem autoridade sobre si e em meios sociais. É um padrão persistente de comportamento desobediente, hostil e DESAFIADOR.


E como identificar este aluno? Quais são os sintomas? E como ajudá-lo? Você vai conferir neste artigo e descobrir que nem toda “birra” é normal.

Vamos ler?



ENTENDENDO O TRANSTORNO OPOSITIVO DESAFIADOR- TOD 

TOD (Transtorno opositivo desafiador) é uma condição comportamental muito comum em crianças em idade escolar.

O TOD consiste em um padrão de comportamentos negativos, hostis e desafiadores, de forma persistente. Esses comportamentos são observados nas interações sociais da criança. Pode ser e/ou estar relacionado com outras questões comportamentais e pode proceder ao desenvolvimento do transtorno de conduta, uso abusivo de drogas entre outros.
É comum entre os 2 e 3 anos de idade a criança apresentar um comportamento desafiador e opositor, principalmente quando está com fome, cansada, estressada ou chateada. Estes sintomas tendem a diminuir e desaparecer com o passar do tempo, o que não acontece nas crianças que apresentam o transtorno.

Por isso, o diagnóstico de TOD deve ser bastante criterioso, uma vez há um padrão recorrente de comportamento opositor, desafiador, negativista, desobediente e extremamente hostil, que é caracterizado por teimosia exagerada, resistência a cumprir com as regras e combinados, além de incomodar e perturbar as pessoas deliberadamente.

 Para uma hipótese de TOD, os sintomas citados acima devem persistir por pelo menos 6 meses, e causar prejuízo social e acadêmico significativo, além de destoar do comportamento observado em outras crianças da mesma idade e nível de desenvolvimento.

Muitas vezes o TOD ocorre em comorbidade com outros transtornos, incluindo transtornos de humor, ansiedade, conduta e déficit de atenção/hiperatividade, aumentando a necessidade do diagnóstico precoce e intervenção, para desenvolver ações preventivas junto à criança, família e educadores.

Um diagnóstico de TOD somente será possível no caso de deficiência intelectual, quando o comportamento opositor for maior do que o observado em crianças da mesma idade, gênero e grau de deficiência, bem como nas perdas auditivas ou transtorno de linguagem, quando há dificuldade em atender comandos devido a prejuízos causados por estes quadros.

A intervenção e tratamento precoce do TOD são fundamentais para melhorar o comportamento e a qualidade de vida da criança com este transtorno, além de prevenir que evolua para um Transtorno de Conduta.

Para o diagnóstico de TOD, pelo menos quatro das características abaixo deverão estar presentes:

1) Frequentemente perde a paciência;
2) Frequentemente discute com adultos;
3) Frequentemente desafia ou se recusa ativamente a obedecer às solicitações ou regras dos adultos;
4) Frequentemente perturba as pessoas de forma deliberada;
5) Frequentemente responsabiliza os outros por seus erros ou mau comportamento;
6) Frequentemente se aborrece sem motivos;
7) Frequentemente mostra-se enraivecido e ressentido;
8) Frequentemente é rancoroso ou vingativo.


O TOD é dividido em três eixos:

– Humor raivoso/irritável (item 1,2 e 3 citados acima);
– Comportamento questionador/desafiante (item 4, 5, 6 e 7 citados acima);
– Índole vingativa (item 8 citado acima).
Na escola:

– Discute com professores e colegas
- Recusa-se a trabalhar em grupo
– Não aceita ordens
– Não realiza deveres escolares
– Não aceita críticas
–  Deseja tudo a seu modo
– Responsabiliza os outros por seu comportamento
Vale ressaltar que nem todo comportamento opositor e desafiador é um transtorno, e algumas vezes os pais necessitam de ajuda para estabelecer limites.

Embora representem uma figura de autoridade para os filhos, não significa que deverá desempenhar somente funções punitivas. Por isso, é importante regras firmes e claras, mas flexíveis para permitir experimentação e escolha, respeito e acolhimento para ouvir as demandas da criança, e liberdade que permita o processo de crescimento e construção de individualidade.

Tratamento:

– Medicamentoso: ajudam no manejo doa sintomas e podem diminuir a impulsividade, agressividade e nervosismo (vale lembrar que a medicação é utilizada apenas quando o diagnóstico for feito e por orientação médica caso seja necessário o uso).
– Psicoterapia na abordagem cognitivo comportamental: visa diminuir o negativismo e modificar as habilidades de comunicação, controle do impulso e treino de habilidades sociais.
– Psicoeducação: informar e orientar pais e familiares sobre o diagnóstico, sintomas e tratamento. Deve-se oferecer apoio, reforço e abertura para um bom diálogo, pois esta abertura melhora o engajamento do aluno opositor às regras escolares e a se distanciar de maus elementos.
Fonte: www.psicoedu.com.br