DESENVOLVENDO O CÉREBRO NA ESCOLA






Olá professor, tudo bem?

Você sabe como o cérebro pode ser desenvolvido na escola? E como a neurociência pode ser uma aliada na aprendizagem? 

O cérebro é provavelmente o órgão mais fascinante do corpo humano. Ele controla tudo: da respiração até nossas emoções e inclusive nosso aprendizado.

Se você é professor, conhecimentos básicos de neurociência são essenciais para seu trabalho, já que o objetivo é proporcionar aprendizagem a seus alunos e, de preferência, da forma mais otimizada possível.

Confira em nosso Blog esta matéria sobre como você pode aliar a neurociência em seu método de ensino! Afinal, o cérebro foi pra escola ;)

Boa leitura 


DESENVOLVENDO O CÉREBRO NA ESCOLA

O cérebro é provavelmente o órgão mais fascinante do corpo humano. Ele controla tudo: da respiração até nossas emoções e inclusive nosso aprendizado.

Se você é professor, conhecimentos básicos de neurociência são essenciais para seu trabalho, já que seu objetivo é proporcionar aprendizagem a seus alunos e, de preferência, da forma mais otimizada possível.

Como o cérebro funciona? Como aprendemos? Por que existem tantas crianças com problemas para aprender? A resposta a essas e outras questões pesquisadas pela Neurociência, disciplina que envolve o estudo da relação entre o cérebro e o comportamento, vem ajudando educadores em todo o mundo a entender como ocorre o processo de aprendizagem e procurar maneiras de torná-lo mais efetivo, além de contribuir para a melhor compreensão dos estados mentais.

Mas se o cérebro possui uma estrutura tão complexa e preparada para aprender, por que muitas crianças apresentam dificuldade na escola?

Os especialistas explicam que diversos fatores interferem no processo de aprendizagem, como o estímulo, a motivação e o ambiente no qual o aluno está inserido.

A dificuldade de aprendizagem é algo adquirido, por isso, diversas áreas do cérebro precisam ser estimuladas.

Às vezes temos a competência, mas não temos a habilidade. Com a estimulação, o cérebro possibilita a ampliação das redes neurais, então podemos nos apropriar desse conhecimento

DISTÚRBIO X DIFICULDADE ESCOLAR
No momento em que o aprendizado falha, algo está fora de sintonia. A falha da aprendizagem, que leva inúmeras crianças ao fracasso escolar, está na falta de compreensão ou expressão em diferentes áreas como leitura, escrita, ortografia, aritmética e outras. Mas também pode estar na competência social, na coordenação do movimento ou mesmo na organização e na persistência do aprendizado.
O fato é que o não aprender pode acontecer de duas formas distintas: o distúrbio ou a dificuldade escolar. Ambos têm como característica o baixo rendimento escolar em atividades como leitura, escrita e raciocínio lógico-matemático, em conjunto ou separado.
Além disso, a criança apresenta inteligência normal com oportunidades sociais e culturais adequadas.
Mas existem diferenças importantes: o distúrbio escolar tem origem orgânica, neurológica, que pode ser resultante de disfunções em áreas responsáveis pela seleção, processamento e armazenamento das informações, além da codificação do estímulo.
Os principais problemas são dislexia (falha no processamento da habilidade da leitura e da escrita), disgrafia (falha na escrita) e discalculia (dificuldade para lidar com conceitos e símbolos matemáticos).
Já a dificuldade escolar tem origem pedagógica e está relacionada a problemas no método e na estrutura de ensino, na adequação escolar e em aspectos emocionais, além de dificuldades socioeconômicas, culturais e no meio onde a criança vive.
A seguir estão alguns conceitos e dicas que serão extremamente úteis na hora de planejar suas aulas, ou mesmo durante seus próprios estudos. Você saberá, ao final, como o cérebro controla o aprendizado até fatos curiosos sobre a memória.

Desenvolvimento cerebral e aprendizagem
Como o cérebro se desenvolve, o que afeta esse desenvolvimento e qual é o impacto na aprendizagem.
1.    Leitura em voz altaPais e professores que leem em voz alta e falam frequentemente com suas crianças estão contribuindo para o desenvolvimento cerebral delas.
2.    Bilinguismo: Crianças que aprendem dois idiomas antes dos cinco anos têm estruturas cerebrais diferentes das que aprendem apenas uma língua. Evidentemente, o bilinguismo acontece com crianças que convivem com pessoas que falam duas línguas. Nada de cursinhos para bebês, ainda ;-)
3.    Abuso infantil: Estudos revelam que o abuso infantil muda a forma como o cérebro se desenvolve e afeta negativamente o aprendizado.
4.    Novos neurônios: Durante a vida, constante atividade mental faz com que novos neurônios sejam produzidos no cérebro.
5.    Lateralidade: Pessoas canhotas ou ambidestras possuem o corpo caloso cerca de 11% maior que aquelas que trabalham apenas com a mão direita.
6.    Crescimento do cérebro: O cérebro humano cresce até a idade de 18 anos.
7.    Ambiente estimulante: Se uma criança é criada num ambiente estimulante, ela terá 25% a mais de capacidade de aprendizagem. O contrário também é verdadeiro, se o ambiente lhe passar poucos estímulos, será 25% menos capaz.
8.    Criativos x MetódicosCientistas demonstraram que cérebros que pensam de forma criativa funcionam de forma diferente daqueles cujo pensamento é mais metódico.
9.    Alimentação e inteligência: Um estudo com estudantes de Nova Iorque mostrou que aqueles cujas refeições não incluem sabores artificiais, corantes e conservantes tiveram o desempenho 14% melhor em testes de QI do que os que comem alimentos com esses aditivos.
10. Tédio: Humanos têm curiosidade inata, mas quando há falhas nos estímulos, o tédio toma conta.
11. Aprendendo coisas novasUm estudo mostrou que quando as pessoas estão aprendendo coisas novas, seus cérebros se modificam rapidamente. Por exemplo, pessoas aprendendo a fazer malabarismo mostraram mudanças cerebrais em 7 dias.
12. Música. Crianças que têm aulas de música mostram um considerável aumento em sua capacidade de aprendizagem.
13. Leitura facial: A área do cérebro chamada amígdala cerebelosa é responsável por nossa habilidade de identificar os sentimentos de alguém através de sua expressão facial.

A aprendizagem pode ser mais efetiva quando ocorre a interdisciplinaridade. Antes tínhamos um olhar em cima apenas da dimensão emocional, mas hoje trabalhamos com três dimensões: a cognitiva, que envolve as possiblidades do aprender; a afetiva, relacionada ao desejo de aprender; e a social, relacionada ao meio em que o indivíduo vive.
Também existe a necessidade de entender o funcionamento do organismo, como o cérebro trabalha. Não podemos deixar de olhar para esse organismo que nem sempre responde como a gente espera

COMO INTERVIR
Com o apoio das Neurociências, educadores e psicopedagogos conseguem diagnosticar e entender, de maneira mais clara, os problemas de aprendizagem, suas causas e possibilidades de intervenção. 
A busca pela renovação dos processos educativos contribui para prevenir e solucionar as dificuldades. Adquirir conhecimento deve ser um fator motivador, dinâmico e criativo. Deve-se ter sempre a consciência de que aprender é processar a informação, e isto se faz em conjunto, ou seja, cérebro, comportamento e ambiente.

O professor precisa resolver situações delicadas. Se ele tem uma sala com alguns alunos difíceis e que dão muito trabalho, precisa procurar resolver isso, pedir ajuda ao seu coordenador ou diretor.


Quando o professor não procura informação o problema pode ficar muito maior, muitas vezes o docente identifica que há algo errado, mas não sabe que problema é esse; por isso, é importante buscar informação e pedir ajuda.

Quer saber mais sobre este assunto? Conheça nossos cursos 100% on-line de Neurociência 
COMPARTILHAR
    Comentários Blogger
    Comentários Facebook

0 comentários :

Postar um comentário