FALTA DE EMPATIA OU EXCESSO DELA? UMA NOVA TEORIA SOBRE O AUTISMO




Olá pais e professores, tudo bem?

VOCÊ SABE O QUE É CARGA EMOCIONAL NO AUTISMO?

Todo ser humano tem uma carga emocional relativa ao conjunto das experiências emocionais positivas e negativas vividas, imaginadas ou evocadas pela pessoa.

Até hoje acreditava-se que havia uma falta de empatia nas pessoas com Autismo, por isso a dificuldade na comunicação e interação, porém um recente estudo nos apresenta uma inovadora teoria, onde representa uma mudança de paradigma na compreensão deste transtorno.

Sim! Os Autistas não possuem FALTA DE EMPATIA, mas sim EXCESSO dela! Conforme postulado neste estudo.

E esta sobrecarga emocional tem tudo a ver com as habilidades e dificuldades das crianças com TEA!

Confira em nosso Blog esta matéria que vai fazer você entender e dicas de como ajudar e desenvolver o processo de aprendizagem e interação dos pequenos!


Está pronto para mudar alguns conceitos? Vamos ler?



Todo ser humano tem uma carga emocional relativa ao conjunto das experiências emocionais positivas e negativas vividas, imaginadas ou evocadas pela pessoa.

Carga emocional específica é a relativa a um sentimento específico e ao pensamento vinculado a ele.Os estímulos podem ser naturais (situação real) e artificiais (situação imaginada). 

Uma excessiva empatia emocional impede as crianças com autismo de comunicarem com o mundo, segundo um estudo, o que representa uma mudança de paradigma na compreensão deste transtorno.

As pessoas com síndrome de Asperger, uma forma de autismo de alto funcionamento, são muitas vezes estereotipadas como solitárias distantes ou nerds robóticos. 

Mas e se o que parece frieza para o mundo exterior é, de fato, uma resposta pela sobrecarga de emoções - um excesso de empatia, não uma falta disso?

Essa idéia ressoa com muitas pessoas que sofrem de distúrbios do espectro autista e suas famílias. Também chama com novos pensamentos sobre a natureza do autismo, a teoria do "mundo intenso". 
 
Como postulado por Henry e Kamila Markram do Instituto Federal Suíço de Tecnologia em Lausanne, sugere que o problema fundamental nas desordens do espectro do autismo não é uma deficiência social, mas sim uma hipersensibilidade à experiência, que inclui uma resposta avassaladora ao medo.

"Posso entrar numa sala e sentir o que todos sentem. O problema é que tudo vem mais rápido do que eu posso processá-lo "

"Há aqueles que dizem que as pessoas autistas não sentem o suficiente", diz Kamila Markram. 
 
"Estamos dizendo exatamente o contrário: eles sentem demais." Praticamente todas as pessoas com TEA relatam vários tipos de sensibilidade e medo intenso.

Até ao momento, sempre se procurou modificar os comportamentos sociais atípicos das crianças com autismo, cuja origem se acreditava ser a falta de empatia.

Estudos descobriram que, quando as pessoas estão sobrecarregadas emocionalmente, eles tendem a se afastar.Quando a dor de outra pessoa afeta-o profundamente, pode ser difícil chegar em vez de se afastar. 
 
Para pessoas com TEA, esses sentimentos empáticos podem ser tão intensos que se retiram de uma maneira que parece frio ou indiferente.

Estas peculiaridades no processamento das emoções poderão ser um mecanismo subjacente aos problemas de comunicação social que estas crianças apresentam e contradizem a habitual tese que considera que o comportamento e os problemas cognitivos é que são os obstáculos que dificultam a sua comunicação.

A educação emocional é essencialmente aprendida no meio familiar. Isso quer dizer que, por mais que a criança treine essa habilidade na escola ou no convívio social, os pais serão as primeiras ferramentas para esse aprendizado.

Como então podemos ajudar?

1.    A criança dentro do espectro consegue aprender rapidamente as expressões de tristeza e alegria, mas pode ter dificuldades com outros sentimentos mais sutis, como medo, frustração, surpresa, culpa… esses sentimentos podem ser trabalhados através de histórias, desenhos e até situações cotidianas. Nomear os sentimentos da criança durante suas experiências a fará compreender aos poucos o que cada um representa.

2.    Ajude-a a perceber características nos rostos que diferenciem as emoções, como sorriso, cenho franzido, bochechas rosadas, olhos arregalados, lágrimas…. Vocês podem olhar em figuras e também treinar em frente ao espelho. Exagere nas expressões no início e seja mais sutil à medida que a criança compreende.

3.    Ensine sobre empatia nas situações cotidianas. Por exemplo: “Seu coleguinha ficou triste porque esqueceu seu lanche, vamos dividir o nosso? ”“Olha só, sua prima caiu e machucou o joelhinho, vamos buscar um curativo para que ela se sinta melhor? ”“Aquele menino não parece muito feliz, ele está brincando sozinho. Vamos convidá-lo para brincar no escorregador? ”.

4.    Seja sensível ao identificar e conversar com a criança sobre os sentimentos dela também.

5.    Cartões com as expressões faciais (rostos reais ou desenhos) também podem ajudar a criança a expressar suas emoções.

6.    Se a criança ficar frustrada ou ansiosa em alguma situação, você pode desviar sua atenção no momento para evitar uma crise nervosa, mas converse sobre o assunto quando ela estiver mais tranquila.

7.    Promova a auto estima da criança. Dê a ela responsabilidades proporcionais às suas capacidades, elogie seus bons comportamentos e trabalhos bem feitos, valorize os esforços, demonstre confiança.

8.    Demostre respeito. Cada criança tem suas habilidades e preferências pessoais. Resista à tentação de compará-la aos amigos ou irmãos. Ao invés disso, apoie e incentive as realizações do seu filho.

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Texto Inspiração: thedailybeast.com/a-radical-new-autism-theory
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