A SENSIBILIDADE NO AUTISMO: PROCESSAMENTO SENSORIAL



Olá professor, tudo bem?

Você sabe como funciona o processamento sensorial nas crianças com TEA?

A compreensão do distúrbio do processamento sensorial pelos pais e professores, pode facilitar muito a vida das crianças com autismo. A consciência do problema é meio caminho andado.

Uma vez consciente, o cuidador pode observar melhor a criança, procurando por indícios tal que aprenda como conduzi-los.

Nesta matéria iremos esclarecer todos os aspectos relacionados a sensibilidade no Autismo.

Vamos ler?

A SENSIBILIDADE NO AUTISMO: PROCESSAMENTO SENSORIAL


Toda vez que se fala de uma criança com TEA, um detalhe deve ser levado sempre em conta: a particularidade de cada um dos pequenos. 
Isso significa que o processamento sensorial, nesses casos, apresenta especificidades quando o assunto é a reação diante de alguma situação que configure a sensibilidade.

Portanto, não se deve nunca generalizar, pois cada criança pode apresentar uma característica diferente.

Muitos autistas sentem-se à vontade com padrões repetitivos. As dificuldades em imaginar e fazer de conta leva eles a se concentrarem em experiências concretas e claras.

Por estas dificuldades, que decorrem de transtornos relativos a teoria da mente, as crianças autistas não veem motivo para brincar com alguém e, brincar sozinho, diminui a ansiedade.

Os autistas costumam concentrar-se em ruídos, tato, sensação, gosto, aroma e experiências visuais. Contudo, isto pode levar a compulsões e movimentos estereotipados.

Com isto podemos observar as seguintes características:

-Estímulos visuais: é comum moverem as mãos para frente e para trás diante dos olhos para observar as formas e padrões criados, mover objetos diante dos olhos, olhar as coisas através da água, olhar objetos em um ângulo incomum, rolar bolas, girar pratos, ver sempre a mesma parte de um filme, fazer movimentos repetitivos com os brinquedos, ver ventiladores girando. 

Por outro lado, luzes brilhantes ou intermitentes e cores fluorescentes atrapalham e deixam ele desconfortável;

- Temperatura: insistem em usar casacos mesmo quando está calor, comer coisas com a mesma temperatura, preferir calor ou frio;

- Vibração: medo de liquidificador, secadora, máquina de lavar roupa;

- Tato e textura: tocar e esfregar as mãos, não gostar de toque ou detestar, acariciar deliberadamente um tipo de textura, não aceitar etiquetas nas roupas e não toleram certos tecidos;

- Olfato: podem cheirar comida, objetos ou outras pessoas, cheirar alimentos antes de comer, não suportam aromas de alguns produtos de limpeza e perfumes;

- Paladar: podem lamber alimentos e pessoas, sensíveis aos sabores ou a alguns alimentos;

- Sons: chaves, sons altos, ruídos em um filme, gostam de som em determinada altura, se assustam com gargalhada, motores e aspiradores;

- Dor: batem na cabeça ou mordem em a si mesmo sem demonstrarem dor, ou cai e não sente dor. Por outro lado, por um mínimo toque grita de dor.

- Intensidade: reações intensas ou não reage as sensações.

QUANTO A HIPERSENSIBILDADE SENSORIAL NO AUTISMO:

Os americanos usam um termo para esta hipersensibilidade: Fight, Flight ou Freeze. Para designar as ações típicas de uma pessoa desorientada. Ela luta ( Fight), Foge ( Flight) ou Congela ( Freeze).

Muitos Autistas irão reconhecer alguns destes comportamentos. Quando sobrecarregados de algum estímulo, tendem a lutar contra ele, colocando as mãos nos olhos, ouvidos ou até mesmo agredindo, gritando sem pensar o causador desta sobrecarga, jogando objetos no chão.

O Autista Flight, este foge literalmente, saindo do espaço onde está sendo perturbado. Sai correndo para se esconder no banheiro da escola, não quer ir para aula, foge rapidamente do local.

O terceiro é o ato de “congelar”, muitos autistas têm esta estratégia quando incomodados, eles não aparentam na hora, mas explodem depois. Muitas vezes perturbados na escola mantem a calma, mas explodem em casa, ou vice-versa.

HIPOSENSIBILIDADE SENSORIAL:

A Hiposensibilidade do Autista, aparenta ser ao contrário da Hipersensibilidade, que em uma se sente perturbado quando aos estímulos, nesta por sua vez, o Autista busca pular, olhar diretamente para a luz, rodar objetos incansavelmente.

São aqueles que não conseguem sentar direito na cadeira, sentam meio deitados, meio sentados. Eles não fogem da sensação, eles a buscam incessantemente. 

No caso da Hipossensibilidade, a criança pode apresentar comportamentos muitas vezes inconvenientes, podendo até ser perigoso.

Observamos a Hipossensibilidade do sentido proprioceptor da criança:

·         - Sentam-se meio deitadas
·         - Apoiam a cabeça nas mãos
·         - Tem dificuldades para subir escada
·         - Sentem-se extremamente cansadas ao se exercitarem levemente
·        -  Apoiam em outras pessoas ou em móveis
·         - Andam de forma diferente da maioria
·         - Batem com os calcanhares no chão ao andar
·         - Gostam de morder, mastigar e roer unhas
·         - Gostam de ser “apertados”
·         - Pessoas “brutas” ou “desajeitadas”

Exemplos de Hipossensibilidade no sentindo Interoceptor:

·         - Não sentem a exaustão
·        -  Não sentem fome
·        -  Não sentem sede
·        - Comer demais ou beber demais
·        - Uso de fraldas, apesar da idade

A compreensão do distúrbio do processamento sensorial pelos pais e professores, pode facilitar muito a vida das crianças com autismo. A consciência do problema é meio caminho andado.

Uma vez consciente, o cuidador pode observar melhor a criança, procurando por indícios tal que aprenda como conduzi-los: Diminuindo a quantidade de estímulos, diminuindo o estresse da criança, antecipando situações de muitos estímulos e/ou estresse e controlando as situações onde o processamento sensorial pode ser afetado.

Ofereça alternativas, mas não obrigue a criança a aceitá-las, para evitar aversão ou a que a criança faça uma associação negativa à pessoa que o obriga. Antecipe os problemas que possam aparecer, tendo mais opções a oferecer. 

Exemplo: um jovem autista com hipersensibilidade visual – ofereça óculos (mesmo que ambiente fechado). Um aluno com sensibilidade auditiva – ofereça headphones.

TRATAMENTO

A boa notícia é que com a Terapia de Integração Sensorial é possível melhorar muito a hiper/hipossensibilidade das crianças com um problema de ordem sensorial, como é frequente no autismo. Trabalhando de forma individual cada Autista.


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