O TDAH E AS DIFICULDADES NA ESCOLA



Olá professor,

Você sabe as dificuldades que o aluno com TDAH encontra na escola? E quais as estratégias para trabalhar com este aluno?

O TDAH ou mais conhecido como TDHA (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), é um transtorno que geralmente se desenvolve na infância e tende a acompanhar o indivíduo durante toda a sua vida.

Os professores devem conhecer técnicas e estratégias que auxiliem os alunos com TDHA a terem melhor desempenho, sendo que em alguns casos é preciso ensinar ao aluno técnicas específicas para minimizar as suas dificuldades.

Confira o por que desta relação conturbada do TDAH e a ESCOLA, e descubra quais as estratégias para que esta relação mude e tenha ótimos resultados!


Vamos ler?


O TDAH E AS DIFICULDADES NA ESCOLA


O QUE É O TDAH?

O TDAH ou mais conhecido como TDHA (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), é um transtorno que geralmente se desenvolve na infância e tende a acompanhar o indivíduo durante toda a sua vida.

O TDAH - Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade é uma síndrome (conjunto de sintomas) caracterizada por distração, agitação / hiperatividade, impulsividade, esquecimento, desorganização, adiamento crônico, entre outras. 

O QUE UMA CRIANÇA COM TDAH TEM?

Ela demonstra uma dificuldade em prestar atenção ao que é exposto e, diante desse sistema escolar, a criança precisa de dois tipos de concentração: a seletiva e a sustentada.
Vale dizer que o pequeno não consegue equilibrar esses dois lados, pois ela tem uma grande oscilação de atenção. O resultado, então, é a distração. O aprendizado fica defasado por conta disso.

ATRASO NOS ESTUDOS

A junção desses dados faz com que um terço ou mais das crianças com TDAH fique para trás na escola, no mínimo uma série durante a sua vida escolar; 35% não completam o ensino médio; as notas são significativamente mais baixas do que as de seus colegas de classe; 40 a 50% dessas crianças recebem algum tipo de serviço educacional (aulas de reforço, de recuperação, de apoio); e 10% podem passar todo o seu dia escolar envolvidos nesses serviços.
Isso sem falar dos problemas comportamentais em classe. Mais da metade das crianças com TDAH apresenta comportamento opositivo-desafiador, 15% a 25% delas são suspensas e até expulsas da escola, devido a problemas de conduta.

 O PROFESSOR PODE AJUDAR (E MUITO) 

Adaptar algumas tarefas ajuda a amenizar os efeitos mais prejudiciais do transtorno. Evitar salas com muitos estímulos é a primeira providência.

Deixar alunos com TDAH próximos a janelas pode prejudicá-los, uma vez que o movimento da rua ou do pátio é um fator de distração. Outra dica é o trabalho em pequenos grupos, que favorece a concentração. Já a energia típica dessa condição pode ser canalizada para funções práticas na sala, como distribuir e organizar o material das atividades.

Também é importante reconhecer os momentos de exaustão considerando a duração das tarefas. Propor intervalos em leituras longas ou sugerir uma pausa para tomar água após uma sequência de exercícios, por exemplo, é um caminho para o aluno retomar o trabalho quando estiver mais focado.

De resto, vale sempre avaliar se as atividades propostas são desafiadoras e se a rotina não está repetitiva. Esta, aliás, é uma reflexão importante para motivar não apenas os estudantes com TDAH, mas toda a turma.


ESTRATÉGIAS DA ESCOLA

Os professores devem conhecer técnicas e estratégias que auxiliem os alunos com TDHA a terem melhor desempenho, sendo que em alguns casos é preciso ensinar ao aluno técnicas específicas para minimizar as suas dificuldades.

Quando os alunos com TDAH se dedicam a fazer algo estimulante ou do seu interesse, conseguem permanecer mais tranqüilas. Isto ocorre porque os centros de prazer no cérebro são ativados e conseguem dar um "reforço" no centro da atenção que é ligado a ele, passando a funcionar em níveis normais.

Uma das propostas de tratamento são as seções terapêuticas, sendo elaborada com envolvimento de profissionais e familiares, além disso professores e equipe pedagógica necessitam ser orientados no acompanhamento dos procedimentos necessários a serem empreendidos no dia-a-dia, em busca de melhorias no processo de ensino e aprendizagem.


DICAS PARA A ESCOLA NA MUDANÇA DE COMPORTAMENTO

·        -  Evitar a utilização de reforços negativos, para que os mesmos não sejam aumentados.

·        - Utilizar mais reforços de extinção – um comportamento sem IBOPE provavelmente sairá do ar.

·     - Sempre utilizar reforços positivos, pois se a qualquer comportamento adequado (mesmo que para pais e professores não passe de mera obrigação), houver recompensa e/ou reconhecimento, esse tipo de comportamento tende a aumentar cada vez mais.

·     - Quando se pretende modificar um comportamento indesejável, deve-se decidir por qual o comportamento positivo quer substituí-lo, para depois ir punindo o comportamento oposicional indesejável, com punições brandas, como por exemplo a perda de privilégios, mantendo a relação de uma punição para três ou mais situações de elogio e recompensa. A tendência é a extinção natural das punições.

·     - Não se deve perder a perspectiva dos objetivos, evitando a irritabilidade, a impaciência, a confusão e atitudes enfurecidas frente ao aluno com TDAH.

·        - É necessário manter o ritmo, respirando fundo e lembrando que o adulto é o educador.

·       - Deve-se ter muita sabedoria e paciência para equilibrar amor com regras e limites claros na educação.

·      - Objetiva-se a preparação da criança e/ou adolescente para viver em sociedade, para que se integre, com boa auto-estima, sabendo respeitar limites (seus e dos outros).

·   - Olhar de fora da cena, como se fosse um estranho imparcial, racional, sem qualquer envolvimento emocional.

·   - Deve-se enfocar o comportamento negativo, deficiente e destrutivo que necessita ser mudado, lembrando sempre que o aluno tem uma incapacidade, uma dificuldade, e não falta de caráter: ele não consegue controlar o que fala ou faz e com certeza tem qualidades e potenciais a serem valorizados.




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