A IMPORTÂNCIA DA ROTINA NO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA



Olá pais e professores,

Sabemos que a rotina é fundamental para o desenvolvimento de qualquer criança, mas você sabia que a rotina no Autismo tem uma importância significante no seu rendimento escolar e social?

A criança com Autismo precisa de previsibilidade no seu dia a dia: o que irá acontecer, quais atividades irá fazer, ser haverá algo diferente. Isto faz com que o Autista sinta segurança e consiga cumprir seus objetivos.

E para que esta rotina seja adaptada e bem-sucedida, existem algumas estratégias tanto no ambiente familiar, quanto escolar.

Confira em nosso Blog, uma matéria completa e com muitas dicas para você pai ou professor entender a importância da rotina e obter estratégias para desenvolvê-la!

A IMPORTÂNCIA DA ROTINA NO AUTISMO E A ESTRATÉGIA DO QUADRO VISUAL!

A criança com autismo precisa de previsibilidade no seu dia a dia: o que irá acontecer, quais atividades irá fazer, ser haverá algo diferente. A antecipação dos acontecimentos faz com que ela se sinta segura, saiba seus objetivos e o que os outros esperam que ela faça.

Essas crianças por si só, têm dificuldades em gerenciar seu tempo e se planejar. Por isso é importante ter uma rotina pré-estabelecida.

A forma mais comum de organização da rotina é feita pelos PEC’s (Picturing Exchanging Communication System), ou seja, um sistema de comunicação através da troca de figuras, que facilita a memorização da sequência de uma atividade (como escovar os dentes ou tomar banho) e também das tarefas do dia a dia como um todo (como um cronograma). 

A rotina também pode ser simplificada através do uso de uma agenda por exemplo, dependendo do entendimento de cada criança.

A literatura científica e, especificamente, diferentes pesquisas em Análise do Comportamento destacam a importância de estratégias e procedimentos visuais para o ensino e desenvolvimento de diferentes habilidades para os indivíduos com TEA.
Uma de extrema importância é o Quadro de Rotina Visual. Mesmo que a criança já conheça a sua rotina, já saiba o que vai fazer a tarde, ou a sequência de suas atividades, ainda assim a rotina visual ajudará, pois, muitas crianças com TEA tem dificuldades em aderir novos compromissos, ou cancelamento de algumas de suas atividades rotineiras.
Além disso, também podem, eventualmente, apresentar comportamentos disruptivos ao pedirem por certa atividade de interesse (por exemplo, parque, piscina) e não terem acesso a ela por conta de outros compromissos naquele momento.
Por este motivo, especialistas recomendam o QUADRO DE ROTINAS VISUAL, o quadro visual tem muitas funções e pode ser utilizado para desenvolver diversas habilidades. A criança pode aprender:
1.    Compreender noção de passagem do tempo:
     
     Pode começar com término de uma atividade e início da seguinte. Com o desenvolvimento do procedimento, a criança aprende noções: manhã/tarde/noite; dias da semana (segunda, terça…); dias do mês (01, 02, 10…); horas.

2.    Compreender noção de sequenciamento
      
     A criança aprende que seu dia a dia é organizado, que existe uma lógica, um padrão (aproveitando o ensejo para destacar o pensamento por padrões descrito por Grandin, em um nível específico, claro. A descrição da autora é mais ampla) inerente às atividades realizadas por ela.

3.    Compreender e aceitar melhor eventuais mudanças de rotina
     
      A criança percebe visualmente que mesmo havendo mudança momentaneamente, a lógica/padrão  principal da rotina não foi alterada.

4.    Aceitar melhor combinados ou que não é momento de alguma atividade de interesse
     
      A criança pode aceitar melhor quando a mãe diz e mostra que naquele momento não é hora da natação e sim de outra atividade. Também é possível, diante da impossibilidade de fazer o que a criança quer imediatamente, propor outra atividade de interesse que possa substituir aquela desejada.

5.    Comunicar o desejo de realizar alguma atividade de interesse ou de não realizar alguma atividade programada:
     
     A criança tem direito de pedir ou de recusar alguma atividade. E mais, ela tem o direito de comunicar isso da forma mais clara, direta, compreensível e com menos frustração possível. O quadro pode facilitar isso. Já acompanhei crianças que chegaram a pegar a foto da atividade de interesse e elas mesmas colocaram no quadro, num claro pedido por aquela atividade. Fazer isso em vez de chorar, gritar, se bater ou emitir qualquer outro comportamento disruptivo já é uma grande vitória para ela e para a família.

6.    Prever eventos e situações vivenciadas no dia a dia:
     
      A criança consegue, literalmente (pelas imagens organizadas em sequência), enxergar essa previsibilidade e, com isso, se sentir mais segura.
Esses são alguns dos comportamentos-alvos trabalhados por meio do Quadro de Rotina Visual. Como todo programa de aprendizagem desenvolvido sob o método fundamentado na ABA, ele precisa ser claramente descrito (objetivos, comportamentos-alvos a serem desenvolvidos) e monitorado via registros adequados.
TRABALHANDO ROTINAS VISUAIS EM SALA DE AULA

Diariamente o professor irá preparar a rotina, antes do aluno chegar a sala, colocando uma imagem abaixo da outra, seguindo a sequência de atividades propostas naquele dia. Quando o aluno chegar à escola, o professor irá conduzi-lo ao quadro de rotina visual e lhe dizer: “ Agora você fará ______ (e diz somente a atividade a qual ele irá participar no momento) ”.

Assim que acabar tal atividade, o professor volta com o aluno no quadro de rotina dizendo: “Muito bem, você já terminou esta atividade” (sempre dizendo o nome do que ele fez, retire a figura do quadro de rotinas. Pode ser utilizado uma caixinha para guardar as imagens) mostre qual a próxima atividade que o aluno irá executar.

Nos primeiros dias, até o aluno se adaptar ao quadro de rotina, talvez não consiga notar nenhuma diferença no comportamento, é um exercício diário, até que o aluno internalize que o quadro de rotinas é que direciona o que ele irá fazer.

E se mesmo com todo esse preparo a criança se desestruturar?

O ideal é respeitar o espaço e o tempo dela. Levá-la para um local mais tranquilo e silencioso para que se reorganize, conversar sobre o que está acontecendo, passar segurança e ter muita paciência.
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Fonte de inspiração: Amanda Puly, do blog Clube Materno


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